Lidyane Psicologa

Como cuidar da ansiedade parental e diminuir a expetativa pela perfeição materna

A ansiedade é algo esperado e até inevitável que aconteça tanto durante a gestação quanto após o nascimento do filho. Quanto mais intimidade e afinidade o casal tiver para compartilhar os sentimentos, pensamentos e decisões de forma respeitosa e cuidadosa, menor o nível de ansiedade dos pais, do ambiente para receber o bebê e do vínculo que formarão. Tudo isso contribuirá de forma positiva no desenvolvimento da criança.

O choro do bebê deverá causar um incômodo e até mesmo ansiedade nos cuidadores, e é importante que isso ocorra para que assim possam buscar compreender e atender as suas necessidades. Essa é a comunicação no início da vida.

Acontece que essa comunicação entre mãe e bebê apresenta muitas interferências e ruídos, uma vez que está cercada por excesso de informação e cobranças absurdas com alta expectativa por performance da maternidade, aumentado a ansiedade da mãe que precisa responder a tudo de forma imediata e perfeita.

Para ouvir as necessidades do bebê e saber como cuidar dele é preciso cultivar a sutileza, o silêncio, a escuta, a observação, o experimentar, o tempo e a paciência.

Mas como cultivar a sutileza se ela é vista pela sociedade como fraqueza, e o valor está “apenas” na sagacidade, na razão, na produção e no resultado?

Como encontrar silêncio no meio de tanta informação disponível?

Como escutar o bebê se a ansiedade e o medo de falhar assumem o controle?

Como parar para observar se o mundo exige solução imediata?

Como experimentar se não é permitido errar?

Como dar tempo se a cobrança é agora, o tempo todo em todo lugar, e é difícil suportar?

Como ter paciência se queremos resultado sem passar pelo processo?

Na busca por acertar e fazer o melhor para os filhos, muitas vezes as mães se desconectam da sua própria natureza e essência, do seu corpo e sentimentos, da sua intuição e sabedoria.

Não importa se você vai errar ou acertar, até porque as duas coisas vão acontecer várias vezes ao longo do caminho, mas o quanto você vai se conectar com a sua própria experiência de ser mãe e na relação com o seu filho.  

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